quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Capítulo V - Parte II

O professor Stuart Mall despertou, sentindo-se ainda zonzo e mal disposto. Pouco a pouco os seus sentidos retomaram o seu funcionamento normal e Stuart lembrou-se então do que se tinha passado. “Isto não pode estar a acontecer... Não agora… Como pude ser tão ingénuo? Como é que eles me encontraram tão depressa? Como será que estão as coisas no Egipto?”. De repente recupera a visão e o que vê arrepia-o. Encontrava-se amarrado a uma cadeira numa sala de uma casa ricamente mobilada, com uma lareira a crepitar ao fundo. Junto a esta encontrava-se Kevin Reynolds.
- O que se passa aqui? O que quer de mim? Perguntou Stuart.
Kevin nada responde. Um ruído no exterior chamou a atenção de Kevin. Alguém estava a chegar de automóvel. O som do automóvel pára. Ouve-se a porta deste abrir e a fechar. Passos na gravilha. Uma porta a abrir e fechar. Cada vez mais próximo. O coração de Stuart parece dar pulos no seu peito em sintonia com todos estes ruídos. Finalmente, a porta da sala onde se encontra Stuart abre-se, levando este a suster a respiração. Quando o indivíduo entrou, Stuart ia sofrendo uma apoplexia. Curiosamente, o mesmo se passou com aquele.
- Tu??? – O individuo era Leonel Dupont, que assim que viu Stuart ficou branco com a cal, parecendo que tinha acabado de ver um fantasma. Cambaleou com a surpresa. De facto por um momento deve ter pensado que tinha um fantasma à sua frente pois, após se ter recomposto, disse:
- Tu estás vivo! Como é possível?
- Eu não morro enquanto não atingir o meu objectivo. É o meu destino! Respondeu Stuart, rispidamente.
- És louco, completamente louco!
- Meu caro, vocês estão cegos, completamente cegos! A vossa causa não tem sentido! Eles têm de saber a verdade!
- O teu passado é que te cega a ti! - Ripostou Leonel – Vejo que continuas com as mesmas intenções loucas e delirantes. Só dou graças por termos conseguido reagir a tempo. – Esta última frase desmoralizou Stuart.
- Admira-me como é que te atreveste a mudar o nome, em que tanto orgulho depositas, por um tão normal e vulgar como Stuart Mall – continuou Leonel.
- Há sacrifícios que têm de ser feitos, para atingir os objectivos a que me propus. O fim da ignorância vale tudo. Mas já agora, se vais acabar comigo, algo que é ridículo, dado acredito que o que pus em marcha não vai parar, faz-me um último favor. Não pretendo morrer como Stuart Mall… deixa que nos livros de história, porque eu estou a fazer história, que seja reconhecido com o meu nome de sangue.
- Não sei como sobreviveste, Ronald Van Duyn, mas não vais estar vivo por muito mais tempo... nem fazer história… Pelos vistos contínuas com as mesmas intenções, após todos estes anos.
- Acredito que aquilo que estou a fazer é o mais correcto. – Respondeu rispidamente Ronald.
- Seja como for, não viverás o suficiente para presenciar aquilo a que pretendes dar origem... Apesar de ser contra esta forma de resolver os problemas, “há sacrifícios que têm de ser feitos” – ironizou – Tu és demasiado perigoso para se ter misericórdia. Kevin, podes fechar o assunto.
O professor Ronald van Duyn vê Kevin Reynolds retirar um revólver do bolso... “Isto não pode acabar assim. A minha luta não pode acabar assim... Todo este esforço... para nada...” Kevin aproxima-se... encosta o revólver à nuca do professor... e um som ecoa pela sala.

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