Universidade de Memphis, 10h da manhã. Um indivíduo entra no edifício onde se situa o Instituto de Arqueologia e Arte Egípcia e dirige-se à recepção, onde o informam sobre a localização do gabinete do Prof. Stuart Mall. Na posse desta informação, e munido com a autorização necessária, entra no elevador e prime o botão com o número do piso correspondente.
O professor Stuart Mall encontrava-se à sua secretaria, a tentar trabalhar, pois o seu pensamento voava para o que se estaria a passar no Egipto, e para as consequências já desencadeadas entretanto, e até quando ficaria impune. O seu gabinete mostrava tratar-se de alguém com importância naquela instituição: com uma área generosa, mobilado com móveis de madeira de alta qualidade, sofás confortáveis e ainda uma lareira que neste momento encontrava-se apagada.
Quando sentiu baterem à porta do seu gabinete, deu um pulo na sua cadeira, e o seu coração disparou. Fazendo um esforço tremendo para se recompor, deu permissão de entrada. Quem quer que fosse, certamente que não arriscaria nada contra ele no interior do Instituto.
Um indivíduo desconhecido, de estatura média, com pele muito clara e olhos negros abriu a porta:
- Bom dia! Dá-me licença Prof. Stuart Mall?
- Sim, claro entre… Sr…
- Kevin Reynolds, professor.
- Mr. Reynolds, faça o favor de se sentar. – Disse o professor apontando para os sofás.
- Trate-me por Kevin, por favor.
- Muito bem… então Kevin, o que o trás por cá?
- Bem, eu sou sócio maioritário de uma cadeia de lojas de antiguidades…
- A “Kevin’s Antiques”?
- Sim, como adivinhou? – Respondeu Kevin com ar trocista - Há alguns dias comprei um artigo que acho que lhe pode interessar… Contactei a Universidade e disseram-me que era a pessoa mais indicada para tratar do assunto.
- Ah sim? E do que se trata?
- Algo que pode ter um valor muito elevado, e que me pode render uma quantia elevada… se for verdadeiro. Por isso não o trouxe comigo para aqui…
- Então como quer que o veja?
- Talvez se o professor pudesse deslocar-se a minha casa? – Este convite deixou o professor siderado, desconfiado, e também com medo, embora não o admitisse.
- Sim, mas não espera que eu aceite ir a casa de alguém que não conheço sem ter qualquer ideia de que objecto se trata… Tenho muito trabalho para fazer. – Respondeu.
- Digamos que se trata de um minério… diferente… Contactei alguns amadores da área da Geologia que ficaram entusiasmados… Disseram mesmo que nunca viram nada assim… Posso lhe dizer até mais: Trata-se de uma liga de minerais que não se pensava ser possível existir. No entanto, gostaria de ter uma opinião mais profissional… Como já referi, telefonei para a Universidade e deram-me a sua referência como entendido e interessado na matéria, apesar de não trabalhar na Área da Geologia. Posso contar consigo?
“ Não devia”, pensou Ronald, num conflito interior consigo próprio. Por um lado tinha medo de que se tratasse de uma maneira de ser apanhado, por outro lado, a paixão que detinha sobre a geologia e tudo o que se prendesse com recursos naturais forçava-o a aceitar o convite. “Não me parece que este tipo tenha algo a ver com o que se passa no Egipto.” Pensou. Assim, a curiosidade foi mais forte:
- Sim, quando é que pretende que eu analise esse material?
- Eu pretendia o mais rapidamente possível… que tal agora?
Esta última afirmação fez Stuart reconsiderar. “Se forem eles, sou apanhado agora, mas mais tarde ou mais cedo irá acontecer, só posso esperar que o plano resulte, mesmo que isso me custe a vida. Por outro lado, se não forem, perco a oportunidade de testemunhar uma descoberta importante”. Mais uma vez, a curiosidade foi mais forte.
- Pode ser… deixe-me só informar o instituto que me vou ausentar. Tinha algumas aulas hoje à tarde… - Responde já com a mão no telefone.
Razão da minha ausência...
Há 11 anos
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