quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Capítulo V - III e Última Parte

Yφα υχουπζωπ σ ωξσρυπω ωξξω μω λυθυπυ κζπ, ρω ιθυιυπ μω υπμωπ οωξσ, ωφυξδποκη οωπ ωμωχμαθπτκεμ ζσμ υξυερυθπω. Nκμκ ζκζυ, ρω ηωη υπνωηζυ υεχμανκμυη χπω κηω ωικοωξεβυ ηυ υηωη.

Paul estava estupefacto com a situação. De facto, todas as tentativas que efectuou para tentar perceber o que estava escrito nos manuscritos foram goradas. Entretanto, alguns estudantes tinham começado a limpar a poeira e terra de uma das colunas dóricas. Paul ouve de repente um dos estudantes emitir uma exclamação surda.
- O que se passa? Pergunta.
- Não posso acreditar!
Paul desloca-se para junto deste, e olhando para a coluna, fica siderado. Por baixo da poeira que ainda revestia a maior parte da coluna eram visível algo que nunca esperaria encontrar numa coluna dórica.
“Hieróglifos! Numa coluna dórica! Isto parece cada vez mais a Twilight Zone” Pensou, estupefacto. Tentou ler os enigmáticos caracteres, e, ao contrário do que se passava com os caracteres gregos, estes não impuseram qualquer problema. No entanto, quando terminou de os decifrar, não queria acreditar na sua própria tradução, pondo também a hipótese de estes se encontrarem “baralhados” tal como os gregos.
- Quero toda a gente a trabalhar imediatamente nas colunas! Ponham-nas todas a descoberto, retirem a poeira e a terra que as cobrem! Ordenou. Precisava de saber imediatamente se as palavras juntas teriam coerência.

Capítulo V - Parte II

O professor Stuart Mall despertou, sentindo-se ainda zonzo e mal disposto. Pouco a pouco os seus sentidos retomaram o seu funcionamento normal e Stuart lembrou-se então do que se tinha passado. “Isto não pode estar a acontecer... Não agora… Como pude ser tão ingénuo? Como é que eles me encontraram tão depressa? Como será que estão as coisas no Egipto?”. De repente recupera a visão e o que vê arrepia-o. Encontrava-se amarrado a uma cadeira numa sala de uma casa ricamente mobilada, com uma lareira a crepitar ao fundo. Junto a esta encontrava-se Kevin Reynolds.
- O que se passa aqui? O que quer de mim? Perguntou Stuart.
Kevin nada responde. Um ruído no exterior chamou a atenção de Kevin. Alguém estava a chegar de automóvel. O som do automóvel pára. Ouve-se a porta deste abrir e a fechar. Passos na gravilha. Uma porta a abrir e fechar. Cada vez mais próximo. O coração de Stuart parece dar pulos no seu peito em sintonia com todos estes ruídos. Finalmente, a porta da sala onde se encontra Stuart abre-se, levando este a suster a respiração. Quando o indivíduo entrou, Stuart ia sofrendo uma apoplexia. Curiosamente, o mesmo se passou com aquele.
- Tu??? – O individuo era Leonel Dupont, que assim que viu Stuart ficou branco com a cal, parecendo que tinha acabado de ver um fantasma. Cambaleou com a surpresa. De facto por um momento deve ter pensado que tinha um fantasma à sua frente pois, após se ter recomposto, disse:
- Tu estás vivo! Como é possível?
- Eu não morro enquanto não atingir o meu objectivo. É o meu destino! Respondeu Stuart, rispidamente.
- És louco, completamente louco!
- Meu caro, vocês estão cegos, completamente cegos! A vossa causa não tem sentido! Eles têm de saber a verdade!
- O teu passado é que te cega a ti! - Ripostou Leonel – Vejo que continuas com as mesmas intenções loucas e delirantes. Só dou graças por termos conseguido reagir a tempo. – Esta última frase desmoralizou Stuart.
- Admira-me como é que te atreveste a mudar o nome, em que tanto orgulho depositas, por um tão normal e vulgar como Stuart Mall – continuou Leonel.
- Há sacrifícios que têm de ser feitos, para atingir os objectivos a que me propus. O fim da ignorância vale tudo. Mas já agora, se vais acabar comigo, algo que é ridículo, dado acredito que o que pus em marcha não vai parar, faz-me um último favor. Não pretendo morrer como Stuart Mall… deixa que nos livros de história, porque eu estou a fazer história, que seja reconhecido com o meu nome de sangue.
- Não sei como sobreviveste, Ronald Van Duyn, mas não vais estar vivo por muito mais tempo... nem fazer história… Pelos vistos contínuas com as mesmas intenções, após todos estes anos.
- Acredito que aquilo que estou a fazer é o mais correcto. – Respondeu rispidamente Ronald.
- Seja como for, não viverás o suficiente para presenciar aquilo a que pretendes dar origem... Apesar de ser contra esta forma de resolver os problemas, “há sacrifícios que têm de ser feitos” – ironizou – Tu és demasiado perigoso para se ter misericórdia. Kevin, podes fechar o assunto.
O professor Ronald van Duyn vê Kevin Reynolds retirar um revólver do bolso... “Isto não pode acabar assim. A minha luta não pode acabar assim... Todo este esforço... para nada...” Kevin aproxima-se... encosta o revólver à nuca do professor... e um som ecoa pela sala.

Capítulo V - Parte I

- Ninguém os consegue ler… – Disse uma voz atrás de Paul que ele identificou como sendo de Peter Trown. De facto, em cima do altar que Paul tinha à sua frente encontrava-se uma pilha de manuscritos.
- Espero que ninguém os tenha tocado!!! Interrompeu Paul.
- Sim, a tentação foi muito grande, mas não tocámos, apenas olhámos e… – O inicio da frase fez Paul sentir-se aliviado, para o fim o sobressaltar com o “e”…
- E?
- E… ninguém os consegue ler… parecem estar escritos em grego, mas… não faz muito sentido… a disposição dos caracteres não faz muito sentido…
- Bem, eu já vou ver isso – Paul sentiu-se mais aliviado e, como de costume, subestimou os estagiários, concluindo que estes não deviam ter tido grandes notas a Grego.
- Mas professor, o polícia está lá em cima…
- Pois é… ajudem-no naquilo que ele precisar…
- Nós já o fizemos… ele já recolheu as impressões digitais, mas precisa de falar consigo… e tem claustrofobia, por isso recusa-se a entrar nas escavações – A ultima parte da frase foi dita quase num sorriso.
- Muito bem, então vamos lá ter com ele – Respondeu Paul também com um sorriso estampado no rosto. No entanto, Paul abandonou a câmara contrariado. As suas emoções cada vez eram mais difíceis de controlar.
Encontraram o polícia à entrada da escavação, a observar as paredes de rocha com alguma atenção.
- Está à procura de provas?
- Não, apenas a confirmar uma suspeita… Para além de ser policia, tenho como hobby a geologia… Sou licenciado em geologia. Infelizmente não tive oportunidade de prosseguir carreira. Bem, parece-me que o criminoso apenas pretendia provocar uma pequena derrocada à entrada… de modo a vos fechar no interior da escavação. A explosão não seria grande o suficiente para provocar o desmoronamento de toda a escavação.
“Se ele não tencionava destruir toda a escavação, é porque, realmente sabia o que aqui está, e que isto, o que quer que seja, poderá ter algum significado” pensou, sonhando já com o reconhecimento que sempre desejou desde que enveredou pela carreira de arqueólogo.
- Bem, vou voltar para a esquadra… Quando tiver mais informações entro em contacto consigo…
- Espere, seria possível ter alguém connosco a vigiar as escavações? Depois disto temos receio pelo que possa suceder – Perguntou John a Paul.
- Sim tens razão – Respondeu Paul, interrogando de seguida o policia.
- Vou ver o que posso fazer. Esta esquadra não tem competências nem meios para tal.
Dito isto, o polícia abandona as escavações em direcção ao seu veículo. Paul entra novamente nas escavações, seguido de um grupo de alunos. Volta a entrar na câmara, observando mais de perto a pilha de manuscritos: Notava-se a sua antiguidade, por alguma descoloração, mas, ao mesmo, impressionava o seu estado de conservação, sendo possível distinguir quase todos os caracteres.
E foram estes que deixaram Paul perplexo. Tal como os estagiários tinham afirmado, embora os caracteres se parecessem com os do grego antigo, a sua organização não fazia qualquer sentido.

Capitulo IV - IV e Última Parte

Stuart Mall saiu do Instituto com o indivíduo que se identificara como Kevin Reynolds, dono de uma cadeia de loja de antiguidades, em direcção ao seu veículo.
- Professor, venha no meu carro – apelou Kevin, o que fez o sentido de alerta do professor disparar, fazendo-o repensar a decisão que tinha tomado.
- Não, eu vou no meu carro atrás de si.
- Olhe o aquecimento global professor. Não vale a pena irmos os dois em cada carro.
Perante este argumento, o professor não teve outro remédio senão aceitar o convite, seguindo com Kevin, rua abaixo, até que este se dirigiu a um veículo vermelho, com ar desportivo. O automóvel arrancou, deslocando-se em direcção a sul. O Professor continuava a meditar sobre a sua atitude, interrogando-se vezes sem conta se não estaria a cometer uma loucura que lhe poderia custar a sua vida antes de o seu objectivo estar concretizado, ou dar origem a consequências ainda mais graves do que a sua morte…
De repente, numa questão de segundos, Kevin pressiona um botão no tablier do veículo, e o Professor vê, impotente, um gás libertar-se directamente em direcção às suas narinas. Ainda tentou conter a respiração, mas esta armadilha apanhou-o de surpresa, absorvendo o gás ainda antes de o fazer. Poucos segundos depois dormia profundamente.

Capítulo IV - Parte III

Quando Paul, John e o polícia egípcio chegaram ao acampamento, os estudantes encontravam-se de novo numa enorme excitação, vindo alguns ao seu encontro.
- Já está tudo quase resolvido, podem ficar descansados – disse-lhes Paul – Agora é necessário recolher impressões digitais dos explosivos e detonador…
- Ah! Mas nós até já esquecemos esse episódio. Temos algo mais interessante em que pensar… replicou Peter Trown, com ar triunfante.
- Eu não tinha proibido que entrassem nas escavações? – Perguntou Paul, oscilando entre o aborrecido por não terem cumprido as suas ordens, e a excitação e curiosidade.
- Descobriram mais alguma coisa? Atalhou John Pierce.
- Após o professor e o John terem ido embora, continuámos a trabalhar na parede entre as duas colunas, porque nos pareceu óbvio que existiria algum espaço vazio entre elas. Pouco depois de termos iniciado o trabalho, a parede começou a desabar sozinha.
- Desabou sozinha? – Perguntou Paul incrédulo.
- Sim, e do outro lado existe uma câmara maior, quadrada e limitada por paredes de terra semelhantes à que desabou, e mais duas colunas dóricas.
- Está vazia? Perguntou Paul cada vez mais irrequieto.
Os estudantes olharam uns para os outros e Peter respondeu:
- Não…. – Mas apenas o polícia egípcio lhe devolveu um olhar confuso… não percebia inglês.
Paul precipitou-se para o interior da escavação, caminhando em passo acelerado em direcção à estranha câmara. Não se sentia tão entusiasmado desde que tinha ingressado na Universidade. A partir daí a sua vida tinha sido uma espiral de desilusão, pelo menos a nível pessoal. Era como se detivesse uma aura invisível, que o afastava dos outros, excepto a nível profissional e académico. No entanto, até esta vertente tinha decaído nos últimos anos, com trabalho monótono e de gabinete.
Ao entrar na pequena câmara que tinha visitado de manhã, reparou imediatamente nas mudanças descritas pelos alunos. A parede existente entre as duas colunas tinha desabado de facto. Assim, o espaço encontrava-se em estado de caos, que teve de atravessar com cuidado, maldizendo o pouco cuidado e organização dos estudantes.
Ao atravessar o vácuo onde antes estava a parede, Paul estacou maravilhado. Estaria a sonhar? A câmara que se encontrava à sua frente detinha uma ambiência de fantasia. Era de facto quadrada, limitada pelas quatro colunas dórica, e por um tecto também de pedra, mas lisa, onde seria fácil adivinhar a existência de um frontão. No entanto, não era isso que o fascinava.
No centro da câmara encontrava-se um pequeno altar, formado por um pedestal semelhante às colunas dóricas, mas mais baixo. Por cima deste, estava a última coisa que Paul esperaria encontrar…

Capítulo IV - Parte II

Universidade de Memphis, 10h da manhã. Um indivíduo entra no edifício onde se situa o Instituto de Arqueologia e Arte Egípcia e dirige-se à recepção, onde o informam sobre a localização do gabinete do Prof. Stuart Mall. Na posse desta informação, e munido com a autorização necessária, entra no elevador e prime o botão com o número do piso correspondente.

O professor Stuart Mall encontrava-se à sua secretaria, a tentar trabalhar, pois o seu pensamento voava para o que se estaria a passar no Egipto, e para as consequências já desencadeadas entretanto, e até quando ficaria impune. O seu gabinete mostrava tratar-se de alguém com importância naquela instituição: com uma área generosa, mobilado com móveis de madeira de alta qualidade, sofás confortáveis e ainda uma lareira que neste momento encontrava-se apagada.
Quando sentiu baterem à porta do seu gabinete, deu um pulo na sua cadeira, e o seu coração disparou. Fazendo um esforço tremendo para se recompor, deu permissão de entrada. Quem quer que fosse, certamente que não arriscaria nada contra ele no interior do Instituto.
Um indivíduo desconhecido, de estatura média, com pele muito clara e olhos negros abriu a porta:
- Bom dia! Dá-me licença Prof. Stuart Mall?
- Sim, claro entre… Sr…
- Kevin Reynolds, professor.
- Mr. Reynolds, faça o favor de se sentar. – Disse o professor apontando para os sofás.
- Trate-me por Kevin, por favor.
- Muito bem… então Kevin, o que o trás por cá?
- Bem, eu sou sócio maioritário de uma cadeia de lojas de antiguidades…
- A “Kevin’s Antiques”?
- Sim, como adivinhou? – Respondeu Kevin com ar trocista - Há alguns dias comprei um artigo que acho que lhe pode interessar… Contactei a Universidade e disseram-me que era a pessoa mais indicada para tratar do assunto.
- Ah sim? E do que se trata?
- Algo que pode ter um valor muito elevado, e que me pode render uma quantia elevada… se for verdadeiro. Por isso não o trouxe comigo para aqui…
- Então como quer que o veja?
- Talvez se o professor pudesse deslocar-se a minha casa? – Este convite deixou o professor siderado, desconfiado, e também com medo, embora não o admitisse.
- Sim, mas não espera que eu aceite ir a casa de alguém que não conheço sem ter qualquer ideia de que objecto se trata… Tenho muito trabalho para fazer. – Respondeu.
- Digamos que se trata de um minério… diferente… Contactei alguns amadores da área da Geologia que ficaram entusiasmados… Disseram mesmo que nunca viram nada assim… Posso lhe dizer até mais: Trata-se de uma liga de minerais que não se pensava ser possível existir. No entanto, gostaria de ter uma opinião mais profissional… Como já referi, telefonei para a Universidade e deram-me a sua referência como entendido e interessado na matéria, apesar de não trabalhar na Área da Geologia. Posso contar consigo?
“ Não devia”, pensou Ronald, num conflito interior consigo próprio. Por um lado tinha medo de que se tratasse de uma maneira de ser apanhado, por outro lado, a paixão que detinha sobre a geologia e tudo o que se prendesse com recursos naturais forçava-o a aceitar o convite. “Não me parece que este tipo tenha algo a ver com o que se passa no Egipto.” Pensou. Assim, a curiosidade foi mais forte:
- Sim, quando é que pretende que eu analise esse material?
- Eu pretendia o mais rapidamente possível… que tal agora?
Esta última afirmação fez Stuart reconsiderar. “Se forem eles, sou apanhado agora, mas mais tarde ou mais cedo irá acontecer, só posso esperar que o plano resulte, mesmo que isso me custe a vida. Por outro lado, se não forem, perco a oportunidade de testemunhar uma descoberta importante”. Mais uma vez, a curiosidade foi mais forte.
- Pode ser… deixe-me só informar o instituto que me vou ausentar. Tinha algumas aulas hoje à tarde… - Responde já com a mão no telefone.

Capítulo IV - Parte I

Quando o Dr. “Indiana” e John chegaram à cidade, esta encontrava-se já em pleno movimento, com várias tendas a venderem uma diversidade de artigos, a maioria orientada para os turistas que se podiam encontrar por todo o lado. “Esta gente levanta-se muito cedo!” admirou-se Paul, aborrecido com o facto de ser impossível levar o jipe até à esquadra. Saíram então do carro, com Rastachin já acordado, entre os dois.
Com esforço atravessam a multidão, mas não sem que vários pares de olhos espantados os observassem devido ao estado em que Rastachin vinha: amarrado e com dificuldades em caminhar entre os dois forasteiros. De repente ecoa no ar, junto de Paul, um som abafado que ele reconheceu como um toque de telefone. O som parece vir do bolso das calças do falso polícia, e Paul precipita-se a retirá-lo, observando, admirado, que se trata de um telefone por satélite. Este facto leva-o a convencer-se mais do que já estava, de que quem estaria por detrás dos acontecimentos recentes seria alguém com interesses no local. O telefone continuava a tocar nas mãos de Paul e este decide atender.
- Estou sim?
-…
- Então? Pergunta John impaciente.
- Desligaram, e infelizmente este aparelho não regista a origem das chamadas – Responde Paul, desiludido – De qualquer maneira, entregamos este malfeitor à polícia, que logo eles tratam de o fazer falar.
Paul enfiou o telefone no seu bolso, e continuaram o seu caminho pela multidão até chegarem a um edifício que dificilmente classificariam como esquadra, não fosse o dístico sobre a porta. Tratava-se de edifício semelhante aos outros todos, construindo com um material que lhes dava um efeito estranho, mas agradável ao mesmo tempo: Parecia que pertenciam literalmente à terra, que teriam crescido como plantas.
Quando o Dr. “Indiana” e John entraram na esquadra da polícia, o recepcionista olhou-os com desconfiança, pois traziam, aparentemente, um colega seu amarrado. Era um indivíduo que já não seria muito novo, com uma barriga algo proeminente, de cabelo escuro curto e com remoinhos. Encontrava-se sentado com uma secretária de madeira à sua frente onde Paul verificou exasperado que este trabalhava ainda numa máquina de escrever. Um arquivo, uma porta à direita da secretária e uma ventoinha completavam o espaço.
- O que é que se passa aqui? Perguntou o polícia, em egípcio, por detrás do balcão de atendimento.
- Este indivíduo é um falso polícia que nos tentou assassinar! Disparou Paul, também em egípcio.
- Se não fosse eu, já ele teria realizado os seus intentos! Disse John orgulhoso, perante o olhar exasperado de Paul.
- Têm provas daquilo que afirmam?
- Sim, ele tentou soterrar-me a mim e à minha equipa, no interior da nossa escavação, usando explosivos e um detonador… Presumo que estes contenham as suas impressões digitais.
- O que tem a dizer sobre isto? Perguntou o polícia a Rastachin, mas este não proferiu qualquer palavra.
- Bem, a sua resposta facilita-me o trabalho – dito isto, o policia pega numas algemas e aplica-as no pulso de Rastachin – Enquanto investigamos as alegações destes forasteiros vai ficar detido preventivamente numa das nossas confortáveis celas – ironizou.
O polícia levanta-se, aproxima-se de Rastachin e revista-o. Não encontrando nada de ameaçador, empurra-o, obrigando-o a caminhar à sua frente, em direcção à porta do lado direito. Paul segue atrás, mas, antes de atravessar a porta, o polícia impede-o.
- Não é autorizada a entrada a estranhos, a não ser visitantes devidamente autorizados. – Dispara com rispidez. Este facto preocupa Paul, mas, não se atrevendo a contrariar o polícia, nada diz.
- Não lhe dizemos nada sobre o telefone? Pergunta John.
- Por enquanto não. Não sei se confio nele. Responde Paul.
Passados alguns minutos, o policia volta, afirmando que o falso polícia já se encontra encarcerado, mas não definitvamente preso sem antes terem sido apuradas as suas impressões digitais. Voltam então para a multidão dirigindo-se ao jipe.