O tempo parecia correr devagar na sala onde o Prof. Ronald Van Duyn se encontrava em cativeiro. Aguardava a todo o momento um contacto do Egipto sob o olhar vigilante de Kevin. Leonel tinha-se ausentado para outra divisão da casa. No entanto, quando telefone começou a tocar, regressou rapidamente para o entregar a Ronald.
- É o teu pupilo… Deve ter novidades! – Comentou Leonel, passando o telefone para as mãos deste, tendo o cuidado de ligar antes um aparelho ao qual o telefone se encontrava ligado, e que reproduziria o som do interlocutor.
- Estou?
- Estou professor… Sou eu!
- Sim eu já percebi. Tens novidades?
- Sim, vamos para a Grécia…
- O quê? O que vão lá fazer?
- Ter com uma especialista na língua grega… Dra. Melissa Otis. Não conseguimos mesmo decifrar os caracteres. – Esta declaração deixou Leonel mais aliviado… mas por outro lado preocupado devido à especialista. Começou a escrever algo numa folha de papel.
- … e como é óbvio não disponho da quantia necessária para viajar também.
- Quanto a isso não há problema… Eu transfiro dinheiro que precisares para a tua conta. O importante é que acompanhes a descoberta do século. – Neste momento Leonel mostra o papel a Ronald.
- Olha… Quando é o voo? – Perguntou Ronald, lendo o que Leonel tinha escrito no papel.
- Ainda não sei… Só queria ter a certeza que teria dinheiro para viajar… Mas convém que a transferência seja o mais rápido possível… Agora tenho que ir. Depois telefono a dizer quando é o voo.
- Ok, adeus…
Leonel não estava satisfeito. Ronald tinha-se comprometido com o seu pupilo a fazer a transferência bancária. Quando o telefonema acabou demonstrou-lhe isto mesmo.
- Se calhar preferia que eu lhe dissesse que não? Assim ficaria desconfiado.
- Não importa! Esse assunto irá ficar resolvido no aeroporto! E se ele não lá tivesse seria menos uma possível vítima, se as coisas correrem mal! Isso só demonstra o teu egoísmo e egocentrismo.
- E vocês? Que os querem manter ignorantes, sem conhecerem a verdade? Desafiou Ronald.
Razão da minha ausência...
Há 11 anos



No entanto, e após algumas tentativas falhadas para lhes dar sentido e coerência pareciam ter chegado a uma solução consensual. Mas, ao contrário do que esperavam, esta não lhes suscitava nenhuma explicação para o estranho cenário em que se encontravam. Muito pelo contrário, piorava ainda mais este enigma… através de um enigma propriamente dito.
“Hieróglifos! Numa coluna dórica! Isto parece cada vez mais a Twilight Zone” Pensou, estupefacto. Tentou ler os enigmáticos caracteres, e, ao contrário do que se passava com os caracteres gregos, estes não impuseram qualquer problema. No entanto, quando terminou de os decifrar, não queria acreditar na sua própria tradução, pondo também a hipótese de estes se encontrarem “baralhados” tal como os gregos.