


No entanto, e após algumas tentativas falhadas para lhes dar sentido e coerência pareciam ter chegado a uma solução consensual. Mas, ao contrário do que esperavam, esta não lhes suscitava nenhuma explicação para o estranho cenário em que se encontravam. Muito pelo contrário, piorava ainda mais este enigma… através de um enigma propriamente dito.Paul e os estagiários olhavam estupefactos para o pedaço de papel onde tinham escrito a tradução final:
AQUI JAZ A VERDADE, MAS PARA A CONHECERES,
TERÀS QUE SER BOM, FRATERNO E RECONHECER
A LIBERDADE. SÓ ASSIM SERÁS GRATO POR
AQUILO QUE TE É REVELADO.
- O que raio quer isto dizer? – Interrogou-se novamente Paul. Detestava enigmas deste tipo, preferindo aqueles mais relacionados com a sua profissão, como por exemplo, descobrir como um determinado indivíduos teria vivido ou morrido.
- O que fazemos agora? – Perguntou Peter Trown.
- Não sei... Vou telefonar para um colega na Universidade de Cambridge a pedir aconselhamento... Não era suposto isto acontecer num programa de estágio. – Respondeu com um sorriso amarelo.
Mal Paul saiu para o acampamento, Peter Trown comentou com os colegas:
- Como é possível mandarem-nos esta nulidade como orientador!!! Nem sequer nos disse o que fazer na sua ausência...
- Continuamos a trabalhar? – Perguntou John.
- Não, façamos uma pausa, também temos direito... e parece-me que não vamos encontrar muito mais aqui em baixo... Parece terminar aqui, na câmara... – Respondeu Peter.
Paul chegou ao acampamento e pegou no telefone por satélite de que dispunham e ligou para directamente para o telefone do colega.
- Estou sim...
- Estou, é Paul...
- Ah! Olá, como está a correr o estágio? Os miúdos estão-se a portar bem? Perguntou-lhe o colega, com tom trocista.
- Goza, goza... Asseguro-te que neste momento gostarias de aqui estar...
- Ah sim? O que se passa?
- O que dirias se te dissesse que fizemos uma descoberta extraordinária, que pode mudar muito do que sabemos sobre o mundo antigo?
- Explica-te...
- Encontrámos nas escavações uma câmara enterrada constituída em volta por quatro colunas dóricas, com um pedestal no centro, no qual está disposto um manuscrito, aparentemente escrito em grego, mas no qual a ordem dos caracteres não parece fazer sentido...
- Espera, não percebi... vocês estão no Egipto e encontraram vestígios... gregos?
- Sim, e como se isso não bastasse, as colunas contêm hieróglifos! – Paul não poderia estar mais divertido e orgulhoso neste momento depois do gozo do colega.
- Hieróglifos... eu devo estar a sonhar! E ao menos percebes o que dizem?
- Sim, parece uma espécie de enigma... mas não consigo adiantar mais do que isso... – Não queria abrir muito o jogo. Se havia alguma descoberta para fazer seria ele. Já se imaginava no seu momento de glória.
- Bem, infelizmente (suspiro) … eu agora também não posso ir para aí... mas recomendo-te uma especialista na língua grega... Investiga as suas origens. Talvez te possa ajudar. Encontra-se em Atenas.
- Bem, ela deve ser grega, portanto deve conhecer a língua grega como ninguém... – gracejou Paul – Mas, espera... ela fala inglês, certo?
- Sim, ela chama-se Melissa Otis e, pelo que sei, é filha de mãe americana e pai grego... logo fala inglês correctamente.
- Óptimo... dá-me a morada...
- Ok, vou avisá-la da tua chegada...
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