quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Capítulo VI - Parte I

- O quê? Não acredito! Têm a certeza que não se enganaram no número? Pergunta Leonel Pront ao seu interlocutor no telemóvel.
-…
- Mas porquê que isto está tudo a correr tão mal?
- Pois… Ainda não te contei o que significa o “tudo”. Acabei de testemunhar o ressuscitar de um traidor!
-…
- O nosso Professor Stuart Mall é na realidade… Ronald Van Duyn! Respondeu Leonel a custo.
Leonel respondeu com o verbo “ser” no presente porque na realidade ele ainda existia. O som agudo que ecoou pela sala tinha sido o toque do telemóvel de Leonel.
- Não consigo compreender como és a pessoa mais sortuda deste mundo! Disparou Leonel com um pontapé numa cadeira próxima, após o fim da comunicação.
- É muito simples… Sou um predestinado porque comigo está a razão e aquilo que deve ser feito. Mas diz-me… Tens boas notícias do Egipto? Perguntou Ronald, em tom de gozo e desafio.
- Os teus enviados continuam vivos… Infelizmente isso significa que tu também, contando que tenhas maneira de comunicar com eles.
- Claro, claro… Agora não podem levantar mais alarido não é verdade? Ou o vosso segredo é descoberto rapidamente. Vão tentar obter os manuscritos o mais depressa possível, sem agitar muito as águas não é verdade? Pois por enquanto o que eles contêm ainda está protegido. Por enquanto… Ah! Ah! Ah!
- Maldito! Mas nós não somos os únicos em vias de perder a batalha. Não te esqueças que estás nas nossas mãos. – Respondeu-lhe Leonel com ironia – Vais fazer imediatamente uma chamada para o teu esbirro no Egipto.
Kevin ausentou-se da sala por alguns momentos, regressando depois com um telefone, que entregou a Leonel.
- O número? – Perguntou este a Ronald.
- Achas mesmo que eu to vou dar? Dá-me o telefone e farei a ligação… apagando depois o registo claro. Mas não te preocupes… eu também quero saber novidades – Respondeu com ar irónico.
Leonel entregou-lhe o aparelho… Decerto não tentaria nada contra ele e Kevin. Leonel fez a marcação. Quem quer que fosse ainda demorou algum tempo a atender. Leonel aproveitou para encostar também o seu ouvido ao altifalante do aparelho.
-…
- Sou eu, Stuart.
-…
- Sim, estou a telefonar de um número diferente. Eu depois explico-te. Como estão as coisas a correr?
- Ah! Então eu tive sorte em apanhar-te. Mas o que se passa? Pareces eufórico?
-…
- Grandes progressos! – Respondeu agora também eufórico. Leonel, ao seu lado, era a sua antítese completa, com o rosto a demonstrar um misto de zanga e preocupação. Faz sinal a Ronald para a terminar a ligação, receando de certo que este falasse de mais.
- Bem tenho que ir… Se precisares de falar comigo liga para este número …

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