domingo, 29 de junho de 2008

Capítulo I - Parte II

Leonel DuPont, um homem de meia-idade, já com cabelos e barba grisalhos, Director do Museu do Louvre, em Paris, seguia no seu Peugeot topo de gama, em direcção ao Museu. Algo tinha dado alarme no escritório de sua casa à 1h da manhã. Quando descobriu do que se tratava, os seus piores receios confirmaram-se, e ele nem podia acreditar. Soube imediatamente o que devia fazer: deslocar-se ao Louvre, tal como outros indivíduos o fariam.
Estacionou o automóvel, nas traseiras do edifício e saiu, atravessando a chuva que caía, semelhante ao seu estado de espírito, de nervoso miudinho. Já outros automóveis, seus conhecidos, aí se encontravam.
Entrou no edifício e dirigiu-se mecanicamente (pois a sua mente encontrava-se ocupada a pensar no que ali o trouxera) para uma sala nos bastidores do museu.
Entrou numa sala de grande tamanho, decorada com esculturas e ornamentações de madeira nas paredes, e uma lareira a crepitar na parede do fundo. As esculturas consistiam em formas ondulantes, esguias, parecendo, por um truque de ilusão de óptica, estarem em movimento.
No centro, estava disposta uma enorme mesa, também de madeira, e nela sentados vários indivíduos, onde apenas uma lugar estava disponível: o lugar de DuPont. Estes indivíduos, cuja silhueta era o único traço visível na penumbra da sala, cumprimentaram DuPont numa estranha língua. Cumprimento que este retribui na mesma e estranha língua.

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