terça-feira, 15 de julho de 2008

Capítulo III - Parte III

Aquilo em que John Pierce viu o desconhecido mexer eram explosivos conectados a um detonador que se situava recuado dezenas de metro destes. John percebeu imediatamente a intenção. Os seus companheiros iam morrer soterrados!
Resolveu então tomar uma atitude. Apressou-se a regressar ao jipe e abriu a bagageira. Ficou ainda mais aflito, ao constatar a quantidade de material que aí se encontrava. Começou a retirar tudo para fora, procurando algo que lhe servisse de arma, até que encontrou uma pá utilizada nas escavações.
Regressou apressadamente ao local do acampamento, mas… já não viu o indivíduo! Os explosivos encontravam-se no mesmo sitio, mas este e o detonador não! Olhou em volta apressadamente… sendo bafejado pela sorte, pois a lua foi descoberta pelas nuvens, possibilitando-lhe ver até uma maior distância. Nesse momento, avistou o indivíduo um pouco mais longe. As hipóteses de se conseguir aproximar antes da detonação eram poucas, apercebeu-se cada vez mais aflito. Não obstante, resolveu aproximar-se do indivíduo por detrás, o que o faria ter que percorrer uma maior distância dado que ia ter de o fazer para que este não se apercebe-se. O tempo que demorou a percorrer essa distância pareceu-lhe interminável. Quando se aproximou mais do indivíduo, reduziu o passo, e, aproximou-se lentamente, levantou a pá e... desferiu-lhe uma pancada mesmo em cheio na nuca.
O indivíduo deu um uivo de dor e caiu por terra inanimado.
Acto contínuo, John dirigiu-se rapidamente à tenda principal trazendo consigo de volta uma corda, com que amarrou as mãos e os pés do indivíduo.
Só depois de ter a certeza que os nós estavam bem apertados é que o jovem estudante se dirigiu para o local das escavações.

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